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Como transformei dor em engajamento

Como transformei dor em engajamento
Michelle Calazans de Almeida
jun. 22 - 3 min de leitura
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Hoje pela manhã, acordei animada para criar conteúdos. Nem todos os dias são iguais, mas hoje foi um dia atípico. Decidi iniciar o dia postando e, como sempre, fui procurar áudios virais, dublagens, trends e transições.

Resolvi postar um POV. Sou microinfluenciadora e, aqui na Squid, recebi a oportunidade de crescer um pouco mais na minha carreira, mas ainda estou galgando pequenos passos. Tô tentando administrar minha vida pessoal e profissional:

  • Tô fazendo curso de fotografia para melhorar o meu olhar nas fotos e vídeos.

  • Pretendo fazer faculdade de audiovisual. Eu amo atuar nessa área, apesar da inexperiência.

Tudo é muito novo e difícil, pois crio tudo sozinha, da minha cabeça, que nem sempre tá legal.

A Pedrada e o choque 
Despretensiosamente, comecei dizendo: "POV: achando que eu não ia gravar hoje", pegando o tripé no áudio em que a gente anda e faz barulho de salto. Sem hashtag, postei.

Minha filha, que sempre me apoia nos posts, curtiu e comentou... e logo em seguida, a pedrada:

"Trambolhão desse, tem que emagrecer, isso sim 😂😂😂!"

Tomei aquele susto, sabe? 😔
Meu 1º hater 🥺.

Fiquei pensativa na hora, meio envergonhada, porém tentando entender o que leva uma mulher a falar do corpo de outra mulher na internet de forma tão preconceituosa. Gordofobia!

A força da minha história
Eu, com meus 45 anos, depois de 5 filhas, 12 netos, 1 casamento onde passei quase 20 anos da minha vida sofrendo violência doméstica... sobrevivi, me reergui e casei de novo. Tô lutando pra me olhar e reestruturar a minha história, todos os dias.

Me olho no espelho e digo para mim mesma: "Vai, você consegue!". Eu sempre respeitei as pessoas, tanto pessoalmente como pela internet, e ainda não compreendo como existem mulheres que ainda olham umas para as outras assim.

A virada: Usando a dor como escada
Não respondi, apenas debochei. Peguei o mesmo vídeo, expus o comentário e deixei que as pessoas respondessem por mim. Seguindo o óbvio, o vídeo viralizou e tá subindo!

Usei a minha dor como escada pra alcançar métricas. Que bom que os comentários são bem motivadores, e as pessoas respondem de forma branda e gentil.

Haters falam mais sobre si do que dos outros. Tanta gente amarga, num lugar onde deveria existir mais amizade e afeto. Tanta gente destilando ódio a troco de nada!

Meu recado para você
Resolvi compartilhar com vocês a minha experiência hoje, porque acredito que alguém possa precisar ler isso:

  • Não desista dos seus sonhos por palavras de pessoas que não lutaram pelos sonhos delas.

  • Siga em frente, não olhe para trás nem para os lados, olhe somente para frente e prossiga no seu propósito.

Eu tenho certeza de que você irá conseguir chegar aonde pretende. Palavras não irão te parar. Continue a nadar! 

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